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OpenXML: Quem enganou quem ?

Comecei hoje a desgastante tarefa de ler as correções e emendas ao OpenXML que serão votadas na ISO nos próximos dois meses, e me com isso acabei me lembrando de uma pergunta crucial ainda sem resposta sobre o OpenXML: Quem enganou quem ?Há mais de dois meses foi divulgado o processo que a Microsoft perdeu sobre violação de patentes no OpenXML (o caso i4i). Há quase dois meses, foi publicado um excelente artigo no Groklaw sobre o tema, mas até agora eu não vi nenhuma explicação por parte dos envolvidos, então resolvi escrever este post para explicar com detalhes o que aconteceu, na esperança de que os envolvidos tenham um pingo de decência, caráter e dignidade para responder.

Acho que esta é uma excelente oportunidade para lembrar aos responsáveis pela ISO/IEC, que tudo o que vou relatar ocorreu em um mundo G-8, em que os países que apelaram contra o OpenXML não faziam “parte do grupo”. Hoje vivemos no mundo do G-20 e este é um excelente momento para os senhores demonstrarem que possuem a capacidade readequar suas instituições á nova realidade Internacional. Há um ano, vocês optaram por simplesmente ignoraram os apelos feitos por países em desenvolvimento.

Vamos lembrar da cronologia dos fatos:

Em Março de 2007, a empresa i4i apresenta uma queixa contra a Microsoft sobre violação de patente no OpenXML aos tribunais americanos. Nesta mesma época, o ECMA já estava iniciando seu explicatório dentro do SC34, tentando justificar que o Fast Track (6 meses de prazo) era adequado para a avaliação do OpenXML (mais de 6 mil páginas de especificação). Esta fase do processo ficou conhecida como a fase dos contraditórios.

O tempo passou, o Fast Track foi aceito e o litígio “i4i vs Microsoft” caminhou na justiça. A votação do OpenXML aconteceu e como já era esperado, a especificação foi REJEITADA por ampla maioria no JTC1, e a decisão se amparava em mais de 3 mil problemas técnicos identificados.

O BRM (Ballot Resolution Meeting) foi então convocado, e confesso que até hoje eu não entendo qual era a intenção de quem decidiu convocar esta reunião: Discutir mais de 3 mil problemas técnicos em 5 dias é humanamente impossível (e qualquer cidadão de bem, com sanidade mental e o mínimo de respeito e vergonha na cara percebe isso).

Foi definido também o coordenador do BRM, Alex Brown (que aliás teve papel crucial no resultado final do OpenXML, mas isso é assunto para outro post, pois ainda não revelei tudo o que vi em Genebra), e ele publica em seu blog um FAQ sobre as regras do BRM. Este FAQ circulou ainda como documento oficial da ISO e pode ser lido aqui.

Olhem o que está escrito neste documento:

4.1 Problemas relacionados com Direitos de Propriedade Intelectual serão discutidos no BRM ?

Não. Problemas referentes a Direitos de Propriedade intelectual neste processo são de domínio exclusivo do ITTF. Estes problemas foram previamente delegados por TODOS os membros da ISO e do IEC (NBs) aos CEOs da ISO e do IEC e estes por sua vez, examinaram-os e não encontraram problemas. NBs buscando se certificar disso, devem procurar outros caminhos que não o BRM.

Em outras palavras, os CEOs da ISO e do IEC (autoridades máximas das duas entidades) já haviam avaliado as questões de propriedade intelectual sobre o OpenXML e não encontraram nada, e por isso nenhum comitê no mundo todo precisava se preocupar com a questão… Me lembro de ter questionado esta informação algumas vezes, e a resposta foi sempre a mesma: “Garoto, você está duvidando dos CEOs da ISO e do IEC ?”… e o processo da i4i… como fica ?

Para “não duvidar dos CEOs da ISO e do IEC”, a única explicação que tenho para este fato é a seguinte:

“Houve uma conspiração entre ECMA e Microsoft para omitirem da ISO/IEC o processo da i4i, pois se este processo fosse de conhecimento da ISO/IEC e dos NBs, não tenho dúvidas que o Fast Track do OpenXML seria, no mínimo, suspenso.”

É impossível acreditar que a Microsoft, que possui os advogados mais caros do mundo, não sabia do processo que sofria (há mais de um ano na época do BRM).

Grande parte dos delegados do ECMA que conheci são funcionários da Microsoft ou parceiros de negócio da empresa. Este pessoal pode ser tudo, menos “desinformados” e por isso, não consigo acreditar que o ECMA não sabia do processo.

Por isso, troco a pergunta feita no Groklaw há quase dois meses por uma mais direta: Quem enganou quem ?

Que todos os NBs do mundo foram enganados, que os países viram seus nomes usados de forma inescrupulosa e que todos os delegados técnicos sérios e competentes foram feitos de idiota, já sabemos.

Espero realmente que as partes citadas se manifestem e respondam a toda a sociedade. Não vivemos mais num mundo onde absurdos como este podem ser aceitos, e não vou parar enquanto não encontrar uma resposta (e sei que não estou sozinho nessa busca).

Gostaria ainda de saber da ISO/IEC o que eles têm a dizer sobre tudo isso. Eles sabiam ou não do processo da i4i ?

Mais uma vez, faço um apelo aos CEOs da ISO e do IEC: O G-20 é uma realidade, e nunca é tarde para corrigir uma injustiça !

FONTE: http://homembit.com/2009/10/openxml-quem-enganou-quem.html

Uma boa discussão

Certa vez (como se isto estivesse acontecido a muito tempo atras) rolou na lista interna do grupo de pesquisa do qual faço parte um e-mail meio cabuloso sobre formatos de arquivos (a febre do momento .odf x .docX (em maiúsculo e negrito, propositalmente)). Vou postar algumas partes deste e-mail.

O PIOR DE TUDO FOI MINHA RESPOSTA NÃO TER CHEGADO (EU NÃO SEI PQ)

Tudo começou quando foi pedido para que os relatórios fossem enviados em .doc

R A escreveu:

Meninas, lembrem de mandar os relatórios para revisão. Mandem em doc,
para que possamos ler e devolver.
Bjo!

Em seguida surge a resposta não das meninas (que também é uma pena, rsrsr)

De: H C <@yahoo.com.br>
Para: gec_cnpq_ufba@ yahoogrupos.com.br
Enviadas: Quarta-feira, 3 de Junho de 2009 12:47:26
Assunto: [gec_cnpq_ufba] Formato aberto de documento – ODF

Sei da dificuldade de se comunicar com o mundo exterior…
Eles só conseguem abrir o .doc, eles só usam o word…
Mas nós usamos um processador de texto chamado BROffice (ou OpenOffice fora do Brasil)
que gera arquivos de acordo com a Norma Brasileira NBR 26300 (12 de maio de 2008).
O padrão ODF. No caso de texto o .odt
O uso do .doc deveria ser a exceção e o .odt a regra.
Oh ! Recebi um arquivo .odt ?! O que faço ?
É só baixar o BROffice em http://www.broffice.org/

Tem BROffice para o MS Windows também ! Veja quantos lugares para baixar:

http://ftp.unicamp.br/pub/broffice/stable/3.1.0/BrOOo_3.1.0_Win32Intel_install_wJRE_pt-BR.exe
http://linorg.usp.br/www.broffice.org/stable/3.1.0/BrOOo_3.1.0_Win32Intel_install_wJRE_pt-BR.exe
ftp://www.broffice.org/stable/3.1.0/BrOOo_3.1.0_Win32Intel_install_wJRE_pt-BR.exe

H.

E R. A. responde.

R A escreveu:

Prezado Hilberto, prefiro achar que não entendi o que você quis dizer  e continuarmos em paz.
Bjo!

Nada contra a resposta (eu quero saber é da minha). Em segida H responde:

2009/6/3 H C <@ yahoo.com. br>

R,

Peraí ! Não houve nenhuma intenção maliciosa nesse email.

Peço desculpas imediatamente, pois parece que houve algum mal entendido.
Isso é comum em listas de discussão.

Observe que modifiquei o assunto da mensagem. Estou me dirigindo ao
grupo como um todo.

A minha intenção no email foi encenar uma situação comum entre nós e
nossos interlocutores no mundo exterior ao GEC para provocar uma
discussão saudável.

Rita, estou a disposição para esclarecer qualquer outra dúvida. Pode ser
pelo email @gmail. com, pelo ramal XXXX ou pessoalmente.

H.

Depois surge N.P (em bom baianês, “dano a vôz, mô brodi”)

De: N P
Para: gec_cnpq_ufba@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Quarta-feira, 3 de Junho de 2009 13:21:43
Assunto: Re: Res: [gec_cnpq_ufba] Formato aberto de documento – ODF

claro que não.. eu entendi perfeitamente, tanto que respondi imediatamente. ..
aliás, tinha acabo de fazer outro email a partir do email de S sobre como escrever nome de arquivos.. achoq ue é por ai que crescemos…

não esqueçam, essa é uma luta política… e estamos avançando.
O governo brasileiro já avançou nisso…
Todos os documentos capes e cnpq agora vem primeiro com o odt….
antes nem tinha!
np

O que o grand master fala é sobre a atitude do Governo Federal do Brasil em aceitar e migrar seus documentos (de computador) para padrões de formatos de aquivo livre. Mais conhecido como Open Office Document (ODF – olha meu ingles esta melhorando, escrevi sem a ajuda do google). Imagina só escrever em 2003 a Ata de Posse da Presidencia de Republica em .doc.,no Windons 3.11 (é um pesadelo? VIXE!!!!!!!!!) e quando chegar no ano de 2930 (quando lançarem, enfim, a versão final do Windows XP Service Pack nº(deixa para lá … … …)) esta ata não poderá ser lida. Isto pq não se adotou em 2003 uma politica que todos os documentos fossem criados em formato livre. O mais bacana é que em 2930 este documento vai abrir, sem alteração. Independente da versão do software usado, pois o Brasil adotou esta politica de formato de documentos livres.

E para finalizar o meu e-mail de resposta (é aquele mesmo que ninguém recebeu, pois não chegou (agora analise o conteudo e me diga se existe algo de malicioso, improprio, devasso, terrorista, … … …)

De: B G <@gmail.com>
Para: gec_cnpq_ufba@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Quinta-feira, 4 de Junho de 2009 0:21:11
Assunto: Res: Res: [gec_cnpq_ufba] Formato aberto de documento – ODF

Liberdade para todos nós!

N.P concordo em gêneronumeroegrau, principalmente no que diz respeito a ser livre para tudo (inclusive para áudio).

Com relação aos formatos de arquivos a “briga” é boa no sentido da confiabilidade no uso de formatos de arquivos fechados.

Imaginem: nós escrevendo sobre plano de ataque os servidores de internet do pentágono no MsOffice, dentro do Windows?. (é melhor para com este e-mail por aqui, pq nosso plano não vai dar certo). Os “caras” sabem de tudo e afirmam que para sUa Segurança Nacional.

Pq quando se fala de liberdade o assunto se complica?

Ps.: se este e-mail chegar é um bom sinal (eu acho!)

O que há de mal nesta mensagem para ela não ter chegado? E olha que eu no final ainda teve esperança dela chegar… … …

Enfim é uma boa discussão!

Ps: espero que os personagens me liberem o direto intelcto-autorais de parte de seus e-mail

A ascenção e a queda do XMMS

Fonte: http://br-linux.org/linux/a-ascencao-e-a-queda-do-xmms

“Quem usa Linux há pouco menos de 3 anos, tem chance de não ter chegado a usar o XMMS. Os mais antigos com certeza se lembram desse clone visual do Winamp e possivelmente ainda o utilizam. Mas quem conheceu e atualmente não o vê mais nas principais distribuições deve estar se perguntando: o que aconteceu com esse que era o tocador de mp3 padrão dos desktops GNU/Linux por anos a fio?

A resposta não é simples nem curta, então vamos contar um pouco do que aconteceu através dos anos.”

Enviado por Clésio Luiz (magolobelΘyahoo·com·br) – referência (xmms.org).

Veja abaixo o restante do texto enviado pelo Clésio.

Segundo a entrada na Wikipedia, http://en.wikipedia.org/wiki/Xmms , o Xmms começou como X11Amp, feito por Peter e Mikael Alm em Novembro de 1997. Ele surgiu após o Winamp para Windows, que veio ao mundo em maio daquele ano. O então X11Amp foi feito para ser clone do Winamp, sendo inclusive compatível na época com as skins deste. Em 1999 o projeto passou a ser patrocinado pela 4Front Technologies, e desde então o nome mudou para X MultiMedia System, ou XMMS.

Assim como o Winamp em sua plataforma nativa, o XMMS logo se tornou uma referência entre os tocadores de mp3, com grande número de skins e plugins disponíveis, a maioria feitos pela comunidade construída ao redor dele. Os plugins traziam as mais diversas funcionalidades para o XMMS, como suporte a novos e exóticos formatos de áudio (como o formato de áudio das ROMs de Super Nintendo) e vídeo (através de um plugin do Mplayer), passando por suporte a controle remoto e normalização de volume. Até hoje, o XMMS ainda é o tocador de mp3 para ambientes livres com o maior número de codecs de áudio suportados (alguns arquivos de áudio só podem ser ouvidos através dele).

Por volta de 2003, com a disponibilidade de internet de banda larga e com o fenômeno do mp3 em plena expansão, começaram a surgir usuário com coleções de mp3 que ultrapassavam 1000 músicas, algo impensável anos antes. Sempre houve tocadores especializados em grandes coleções, como o MusicMatch Jukebox para Windows, mas eram programas grandes e pesados, além de ter uma interface mais complicada que tocadores como o Winamp, que eram muito mais populares.

Então, com coleções enormes, muitos usuários passaram a usar aqueles programas pesados, mas capazes de lidar com grandes coleções, organiza-las e de criar listas de músicas de modo a se poder aproveitar melhor a grande coleção disponível. Por essa época, surgiram no software livre projetos como o Amarok (QT) e o Rhythmbox (GTK), além do iTunes da Apple. Um número cada vez maior de usuários passou a usar o PC como centro de entretenimento, estocando enormes quantidades de arquivos de áudio e vídeo. O XMMS tinha dificuldades de lidar com tantas músicas disponíveis, e criar listas de música dentre centenas de opções não era algo muito fácil de se fazer nele.

Entre 2002 e 2003, Peter Alm, um dos criadores do X11Amp original, começou o projeto do XMMS2 a partir do zero, usando GTK2. pouco tempo depois o projeto passaria para as mãos de Tobias Rundström e Anders Gustafsson. Porém, o progresso tem sido muito lento, e após cerca de 4 anos, ainda não está disponível uma versão utilizável pelo grande público. Enquanto isso, o XMMS original foi abandonado por volta de 2004, na versão 1.2.10. Embora ainda um ótimo tocador de mp3, o XMMS carecia de recursos para concorrer com projetos mais novos, e ainda havia uma extensa lista de bugs a corrigir. A insistência em continuar utilizando o GKT+ (por causa das dezenas de plugins disponíveis) levou a forks do projeto, sendo o primeiro o Beep Media Player em 2003, utilizando GTK2. Deste projeto foi criado outro fork, o Audacious (não confundir com o editor de som Audacity) em 2005.

Foi então que a vaca foi pro brejo. Não recebendo mais atualizações, com uma grande lista de bugs, o perigo de surgimento de falhas de segurança que não seriam corrigidas e com opções em desenvolvimento ativo na arena do software livre, grandes distribuições começaram a fazer algo impensável a alguns anos antes: retirar o XMMS dos repositórios. O primeiro foi o Gentoo, em outubro de 2006, seguido pelo Slackware em março de 2007. Esta retiradas dos repositórios foram altamente criticadas por vários usuários, e até a página do XMMS entrou no meios das calorosas discussões, publicando alguns comentários sarcásticos durante as remoções dos repositórios, como pode ser visto na página principal do projeto: http://www.xmms.org/ .

Agora o XMMS corre o risco de ser removido também dos repositórios do Debian, onde discussões a respeito duram vários meses: http://thread.gmane.org/gmane.linux.debian.devel.general/116761

No link acima, o desenvolvedor do Audacious, um projeto que tem a base do XMMS, revelou que o site do projeto foi atacado por usuários hackers fanáticos pelo XMMS, pelo simples motivo do Audacious ser o programa que está sendo substituindo o XMMS nos repositórios. Em numa manobra para livrar o seu projeto da polêmica gerada, seu criador nega que o Audacious seja uma simples cópia do XMMS e que não pretende ser retrocompatível com este, além de ter objetivos diferentes, uma simples olhada neste projeto ( http://audacious-media-player.org ) mostra o porque das distribuições o estarem utilizando como substituto natural do XMMS. E aí entra outra polêmica: o código do Audacious não é completamente compatível com o programa antigo e muitos recursos disponíveis através de plugins no XMMS estão indisponíveis no Audacious. E o que é pior: vários formatos de áudio que só são audíveis no GNU/Linux através dos plugins do XMMS estão agora inutilizados.

À comunidade, resta agora a opção de unir forças para a resolução de diferenças visando cobrir a lacuna deixada por aquele que ainda é o maior tocador de mp3 do mundo do software livre.

Poema sempre é bom

Ontem fui para aula e descobrir que que poderia volta e escrever poemas, o engraçado é que o poema que eu escrevi na aula fala justamente da atividade do poeta, e do poema.

O Poeta e o Poema

O poeta vai tirando da vida os seus poemas.

Algo que poderia transforma-se em lema.

Mas só são poemas.


Antes que eu banalize a ultima estrofe

Um poema fala de tudo.

É o enfoque.

Já o poeta…

Este é abusivo, subversivo.

As vezes infame.

Mas sempre infante.


Ainda o poeta…

Atleta das palavras.

Constrói mundos e sonhos

Percorre distâncias infinitas.


Mas há um porém.

Pode não ser nada disto.

Nem um poema sem rimas

Nem algo que anima

Nem tudo que se sonha

Se não existir o outro ou os outros.

Aqueles para quem o poeta escreve.

Aqueles para quem o poema serve.


Bruno Gonsalves, 19/03/2009, 11:29h

Artigo do Stallman sobre Bill Gates na BBC News

By Terramel • July 4, 2008

Como faço parte da lista de discussão do Planet Geek, recebi ontem por e-mail uma mensagem com o artigo mais recente do Richard Stallman e que foi publicado na BBC News. Acho que o artigo ainda não foi traduzido para o português e, apesar de ser grandinho, vou tentar fazer um esforcinho agora ;)

Richard Stallman com sua Katana

O título original do artigo é: “It’s not the Gates, it’s the bars“, e isso talvez ficaria um pouco sem sentido traduzido – “Não são os portões, são as barras” – e obviamente Gates pode significar tanto portões como o tio Bill, mas tudo bem… Esqueçam o título… Vou traduzir o artigo que é mais fácil (será? Parece que não ;/ Ficou bem podre a minha tradução):

“Dar tanta atenção à aposentadoria do Bill Gates é não entender o ponto. O que realmente importa não é o Gates e nem a Microsoft, mas o sistema anti-ético de restrições que a Microsoft, assim como muitas outras companhias, impõe aos seus consumidores.

Esta declaração pode te deixar supreso, já que a maioria das pessoas com interesse em computadores tem fortes sentimentos em relação à Microsoft. Homens de negócios e seus políticos domados admiram seu êxito em construir um império sobre tantos usuários de computador.

Muitos de fora do campo da computação creditam a Microsoft pelos avanços cujos quais ela apenas levou vantagem, como por exemplo, tornar os computadores baratos e rápidos e a comodidade das interfaces gráficas.

A filantropia do Gates na área de saúde para países pobres recebeu boas críticas de algumas pessoas. O jornal LA Times denunciou que sua fundação gasta apenas de cinco a 10% de seu dinheiro anualmente e o resto é investido as vezes em companhias que causam degradação ambiental e doenças nos mesmos países pobres.

Muitos da área da computação odeiam o Gates e a Microsoft. Eles tem várias razões para isso.

Aliciar Fundos

A Microsoft persistentemente tem comportamentos anti-competitivo e já foi condenada por isso três vezes. George Bush, que livrou a Microsoft de sua segunda condenação pelos Estados Unidos, recebeu da Microsoft a oferta de fundos para as eleições de 2000.

Muitos usuários odeiam o “imposto Microsoft”, os contratos de varejo que fazem você pagar pelo Windows no seu computador mesmo que não vá usá-lo.

Em alguns países você pode receber um reembolso, mas o esforço requerido pra isso é desencorajador.

Existe também a DRM (Digital Restrictions Management): características de alguns softwares criadas para te impedir de acessar livremente seus arquivos. Aumentar a restrição dos usuários parece ser o maior avanço do Vista.

Incompatibilidades Gratuitas

Também existem as incompatibilidades gratuitas e os obstáculos na hora de interoperar com outros softwares. É justamente por isso que a União Européia exigiu que a Micro$oft publicasse as especificações de seus produtos.

Este ano a Microsoft criou comitês de padrões com seus partidários para conseguir a aprovação da ISO ao seu incômodo, não implementável e patenteado “padrão aberto” de documentos. A União Européia atualmente investigando isso.

Essas ações são intoleráveis, claro, mas não são eventos isolados. Elas são sintomas sistemáticos de um mal ainda mais profundo que a maioria das pessoas desconhece: Software proprietário.

O software da Microsoft é distribuido sob licenças que mantêm seus usuários divididos e impotentes. Os usuários ficam divididos porque são proibidos de compartilhar cópias com qualquer outra pessoa e ficam impotentes porque não tem o código fonte para permitir aos programadores ler e mudá-lo.

Se você é um programador e quer mudar o software, para você ou para outra pessoa, você não pode.

Se você é um empresário e quer pagar para um programador modificar o software de forma que atenda melhor suas necessidades, você não pode. Se você copiá-lo para compartilhá-lo com seu amigo, o que é apenas um ato boa vizinha, eles te chamam de “pirata“.

Sistema Injusto

A Microsoft quer nos fazer acreditar que ajudar o próximo é o equivalente moral a atacar um navio.

A coisa mais importante que a Microsoft fez foi promover esse sistema social injusto.

Gates é pessoalmente identificado com esse sistema, devido a sua infame carta aberta onde repreendeu usuários de microcomputadores por dividir cópias de seu software.

Ele disse, de certa forma, que “se vocês não permitirem que os deixe divididos e impotentes, eu não escreverei mais softwares e vocês ficarão sem nenhum. Se rendam a mim ou estarão perdidos!”

Mudança de Sistema

Bill Gates não inventou o software proprietário e milhares de companhias fazem o mesmo. É errado, não importa quem faça.

Microsoft, Apple, Adobe, e o resto, oferecem softwares para garantir seus poderes sobre você. Uma mudança nos executivos ou nas empresas não é importante. O que é necessário é uma mudança neste sistema.

É com isso que o movimento do Software Livre se preocupa. “Livre” se refere à liberdade: nos escrevemos e publicamos softwares que garantem ao usuário a liberdade de copiar e modificar.

Nos fazemos isso sistematicamente, pela liberdade: Alguns de nós pagamos, muitos como voluntários. Nós já temos sistemas operacionais completos, incluindo o GNU/Linux.

Nossa meta é entregar uma completa variedade de softwares livres úteis para que nenhum usuário de computador seja tentado a abrir mão de sua liberdade para conseguir algum software.

Em 1984, qunado comecei com o movimento do Software Livre, eu quase nem sabia da carta do Bill Gates. Mas eu fiquei sabendo de reclamações parecidas de outros e tive uma resposta: “Se seu software vai nos manter divididos e impotentes, por favor não o escreva. Estamos melhor sem ele. Descobriremos outra forma de usar nossos computadores e preservar nossa liberdade.”

Em 1992, quando o sistema operacional GNU foi completado com o kernel Linux, você tinha que ser um mágico para conseguir rodá-lo. Hoje o GNU/Linux é amigável: em algumas partes da Espanha e da Índia, é padrão nas escolas. Dezenas de milhões de pessoas o usam pelo mundo. Você pode usá-lo também.

Gates pode ter partido, mas as paredes e barras do software proprietário que ele ajudou a criar continuam, por enquanto.

Cabe a nós desmontá-las.”

Richard Stallman é o fundador da Free Software Foundation

Referência: BBC News

FONTE: http://terramel.org/artigo-do-stallman-sobre-bill-gates-na-bbc-news/

Ano Novo!!!

Ano novo é aquele que me parece velho. Velho e acabado, sentado no sofá a procura das coisas perdidas. Perdidas porque nunca foram achadas? E nem vividas. E se tudo que você imaginou para um “ano velho” não funcionar? Ah! não esqueça o anos mudam, as pessoas? Isto é outra história. O que não dá par esquecer são os momentos – bons ou não-bons – do ano que se passou. Passou, passou e ninguém viu.

Rapaz parece que a bruxa esta solta

Esta semana não foi uma das mnelhores para mim, pelo menos noa que dis respeito ao meu blog e meu e-mail. (Sem falar da infecção intestinal da qual estou anida me recuperando)

CASO 1: O E-MAIL.
Tem quase duas semanas que naõ consigo mandar e-mails para as lista dos yahoogroups. Já mandei “sinal de fumaça”, S.O.S, HELPPPPPPPPPPPPPPPP PLEASEEEEEEE, já xinguei (&%@!@%¨#$%#$%!@**@*!!@!@) , mas parece que nãoa adiantou. Um Brother me disse que poderia ser um problema no detector de Spam do yahoo (se mail “br….@yahoo” para “groups” então mande para “CASA DO CHAPEU”) Eu até consigo mandar msg quando estou dentro do diretorio do grupos, mas quando queroi mandar msg o meu e-mail não consigo.

CASO 2: O BLOG.
Oxe, mas não é que apagaram meu blog! Esta eu não consigo explicar. Só sei que quando fui acessar ele não estava lá. Tive que reinstalar tudo denovo, a pior parte é que eu não tinha feito BK dos post (ME F%$&@)!

CASO 3: A INFECÇÃO.
Depois de uma semana desta não poderia terminar melhor do que com uma infecção intestinal que me deixou em casa qui, sex e hoje!

P.S: Desse jeito só indo no “pé de caboclo”, que em comemoração do Natal se transformou em um(a) grande árvore de natal, onde já se viu, Caboclo comemorando NATAL? Só em Salvador mesmo